O mundo se tornou muito materialista, hoje país estragam seus filhos dando de tudo porque se sentem culpados por não terem tempo para eles. Quanto mais ganhar mais exigira nunca vão se satisfizer porque na verdade o que eles querem é atenção, um pouquinho de seu tempo e isso é muito difícil, porque não se tem tempo, mãe e pai têm que trabalhar e estudar porque tem que ter de tudo e dar de tudo para eles. Será, o que é mais importante? Perder um pouco de tempo com seu filho em sua formação ou horas na fila da cadeia para visitá-lo quando a vida impuser limites a ele. É duro, mas conheço pessoas que passaram por esta experiência. E não pensem que é o filho de qualquer um que estou falando, mas de pessoas que podem estar muito próximo de sua realidade. Quem ama educa, impõe limites e cuida. Nunca se esqueça disso eu sou uma mãe tão chata, mais eu amo demais minhas filhas...Senhor quero te agradecer pela graça de ter me presenteado com esta pessoa maravilhosa que me deu bons exemplos e que trago comigo em meu coração!!!
Lembro-me com saudade da Tia Célia uma catequista que tive na Paróquia de Santa Cecília em Cruzeiro/SP, ela era simplesmente linda... Levava-nos em hospitais para visitar doentes, em casa de recuperação de jovens drogados e asilos. Um exemplo de pessoa que marcou minha vida de uma maneira incrível. Era de uma humildade espetacular tinhas cabelos cacheados negros, olhos negros, pele clara e cheia de sardinhas... rsrsr... Costumava contar histórias para prender nossa atenção e às vezes dava exemplo de sua própria vida, brincava que cada sardinha era um pecadinho que ficara marcado em sua pele... Imagina tão doce e meiga.
Em uma fase de minha vida também me dediquei à catequese de adultos na Paróquia Espírito Santo, em São José dos Campos/SP... Por muitas vezes lembrei-me de atitudes e de exemplos citados por Ela, tentei fazer com que meus catecúmenos também sentissem prazer em estar ali, assim como eu me sentia na época. Visitamos asilos, casas de recuperação e crianças carentes de comunidades distantes... Sinto muita saudade, montávamos brincadeiras, saquinhos surpresa, levávamos brinquedos, e tudo isso com o propósito de fazer bem a aquelas pessoas, mas quando fazíamos avaliação sempre éramos nós que saiamos ganhando com certeza... Não tinha preço no mundo que pagaria tamanha felicidade estampada no rosto daquelas pessoas.
Quando minhas filhas eram pequenas eu costumava levá-las em asilos, orfanatos e outras entidades... Aprendi muito cedo que devemos dar valor às pessoas e não as coisas e isso fiz questão de passar para elas...
